Prefeitos preocupados com aumento de casos de Covid-19

Publicado em 19/11/2020 às 18:23 - Atualizado em 23/11/2020 às 10:59


Créditos: Onéris Lopes Baixar Imagem

Os prefeitos da Amures decidiram em assembleia ordinária por videoconferência, na tarde desta quinta-feira (19), que medidas urgentes precisam ser tomadas para frear o avanço de novos caso de Covid-19, em toda região. O coordenador regional do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), Claiton Camargo apresentou um balanço da situação que se mostra altamente preocupante.

Várias recomendações técnicas foram feitas com base no panorama geral da pandemia. Pelas projeções do Coes, ainda deverá haver aumento consideravelmente de novos casos, já que a taxa de transmissibilidade tem alcançado patamar de 50% de positivado a cada 100 testados.

“O número de contágio é crescente e ainda não sentimos os efeitos da movimentação do dia das eleições. Hoje temos 66 pacientes internados. É o maior número desde início da pandemia”, revelou Claiton Camargo. Ele informou ainda, que 60% dos leitos de UTI Covid-19, estão ocupados.

O presidente da Amures prefeito de Correia Pinto Celso Rogério Alves Ribeiro, lamenta o afrouxamento de restrições por parte do Estado. “As competições esportivas estão liberadas e isso nos preocupa. Não vejo outro caminho que não seja mais rigor no cumprimento dos protocolos sanitários. Mas o Estado tem de fazer sua parte”, cobra Celso Rogério.

A previsão de ocupação de leitos do Centro de Triagem que deveria ser de 18 na terça-feira, estava em 28, segundo o coordenador do Coes. Nesta quinta-feira, a UTI estava com 27 pacientes e apenas na quarta-feira, foram atendidos 442 pacientes no Centro de Triagem.

De acordo com o monitoramento do Coesc, em agosto o atendimento no Centro de Triagem foi recorde com 4.895 pessoas. Faltando 11 dias para encerrar novembro, já passaram pela unidade 4.889 pacientes. A grande demanda já começa comprometer a capacidade de atendimento, pois vários profissionais das equipes estão positivando com o vírus.

A presidente da Comissão Intergestora Regional de Saúde – CIR Terezinha Branco de Moraes, defendeu adoção de fortes restrições para tentar controlar a situação. A gravidade da situação é tamanha, que o Hospital Tereza Ramos suspendeu as férias de 145 funcionários que poderão auxiliar nas demandas da Covid-19.

Uma nova reunião deverá ser realizada na próxima semana pelo Coes para definir medidas a serem recomendadas aos prefeitos como forma de controle da pandemia. Mas até lá, a orientação é para que a população siga os protocolos sanitários de controle da doença que está presente na região, há nove meses.

 

Prefeitos aprovam início das aulas em primeiro de fevereiro de 2021

 

A assembleia dos prefeitos serviu, também para definir uma proposta de Calendário Escolar da Rede Municipal em 2021. Os prefeitos foram unanimes em estabelecer a data de primeiro fevereiro para reiniciar com professores as aulas. E dia 4 de fevereiro, com os alunos.

“Este calendário nos permitirá ter os 200 dias letivos”, disse Celso Rogério. Até lá, todos os municípios deverão estão com seus Planos de Contingência Sanitária prontos. Segundo o coordenador do Programa Educação Municipal do Consórcio Intermunicipal Serra Catarinense – Cisama, Carlos Moreira, apenas sete municípios já estão com Plano de Contingência aprovados. E até final do mês, todos devem estar com o parecer de aprovação pelos órgãos reguladores de saúde pública.

Outro ponto discutido pelos prefeitos foi o alinhamento do Calendário Escolar Municipal ao Estadual. A proposta inicial da Secretaria de Estado da Educação é iniciar as aulas com os alunos, em 18 de fevereiro. E teriam de 3 a 12 de fevereiro para preparar os locais de aulas e realizar as capacitações pedagógicas e sanitárias necessárias.

No encerramento da pauta da assembleia, os prefeitos deliberaram que cada município adotará os cuidados sanitários necessários nas atividades natalinas. Evitando aglomeração e respeitando os protocolos como uso de máscara, distanciamento social e álcool.

Os shows natalinos deverão ser cancelados e o que deve prevalecer serão apenas as decorações do período. As tradicional entrega de presentes às crianças, cada município terá de providenciar protocolos de prevenção à Covid-19 e evitar aglomerações.


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